QUASE UMA MARIANA EM FRANCO DA ROCHA-SP

Publicado por Emilio Martins em

REPRESSA PAIVA CASTROA Sabesp informa que as chuvas intensas na bacia contribuinte à represa Paiva Castro provocaram o acionamento do plano de controle de cheias, definido na outorga de 2004. Nesse sentido, a Companhia comunicou à Defesa Civil (às 2h30) que o reservatório já estava operando no modo de emergência. Quatro horas depois, as comportas foram parcialmente abertas para evitar o rompimento da barragem. A vazão afluente média entre as 18 horas de ontem (10/3) e as 6 horas da manhã de hoje (11/3) no Paiva Castro foi de 125 metros cúbicos por segundo. A máxima foi de 239 metros cúbicos por segundo, a uma hora da manhã. Se não existisse a represa, a enchente em Franco da Rocha e em Caieiras seria muito pior. Isso porque até agora (sexta-feira, 13:15h), a vazão máxima de saída do Paiva Castro, resultante da abertura da comporta, é de 50 metros cúbicos por segundo. Ou seja, 20% da vazão máxima de entrada. Dito de outra maneira: a enchente seria de proporções ainda maiores se não existisse a represa. O volume acumulado de água que entrou no Paiva Castro no período mencionado foi de 5,42 milhões de metros cúbicos, ou 71% do volume total da represa, que é de 7,61 milhões de metros cúbicos.

Atualização da Nota (na segunda-feira 14, 11H30):

As comportas da represa Paiva Castro permaneceram descarregando 50 m3/s de sexta-feira 13:20 até sábado às 14:00, quando a vazão foi diminuída para 20 m3/s. Ainda no sábado, às 16:40 as comportas foram fechadas e assim permaneceram até 20h quando foram abertas, descarregando apenas 5 m3/s. No domingo as comportas foram fechadas às 9h30.

Nesse período, a produção da Estação de Tratamento de Água do Guaraú, que utiliza água afluente às represas Paiva Castro e Águas Claras foi maximizado com o propósito de restabelecer as condições de normalidade da represa Paiva Castro, o mais rápido possível.

Por informações da própria SABESP poderia ter rompido a barragem se as comportas não fossem abertas, ou poderíamos uma outra Mariana/MG em Franco da Rocha/SP. Quais medidas de prevenção deveriam existir para mitigar ou eliminar estes transtornos causados pela mãe natureza.

Com as mudanças climáticas que estão ocorrendo pelo efeito estufa no mundo, temos que termos planos de prevenção de acidentes melhor elaborados para evitarmos cada vez mais tragédias anunciadas.

Temos uma barragem construída para represamento da água, para abastecimento da população da grande São Paulo e posterior à está barragem temos cidades no seu trajeto de escoamento como a cidade de Franco da Rocha com uma população estimada de mais de 145 mil habitantes, a mercê de um acidente catastrófico, que foi relatado pelo presidente da SABESP que se não fosse escoado o volume de água que deixou a cidade embaixo d’agua poderia causar o rompimento da barragem de Paiva Castro, que se formos retirar os rejeitos e uma segunda “Mariana”.

Não queríamos outra Mariana (MG) em São Paulo”, afirmou Kelman. Caso a água das chuvas vazasse por cima da barragem, haveria risco de seu total rompimento. A partir daí, 7,5 bilhões de litros de água escoariam sem controle serra abaixo.” (¹)

O que foi feito desde da sua inauguração para eliminar ou mitigar seus perigos que fornece as cidades a jusante? Qual a capacidade de escoamento da barragem Paiva Castro sem prejuízo das cidades a jusante? Algo que acredito que nem o governo possa responder, e nem com uma ação efetiva para segurança destas cidades em permanente risco.

Todos sabemos dos alertas dos especialistas em clima que com o aquecimento global teremos períodos de estiagem e grandes volumes de chuvas concentrados, acidente anunciado precocemente e o governo o que fez para evitar o problema?

Após deixar a cidade de Franco da Rocha embaixo d’agua o governo cogita em construir piscinões para evitar novos transtornos, mas este tipo de atitude e outras deveriam ter sido tomadas quando da concepção do projeto da barragem de Paiva Castro e quantas outras barragens tem o risco de rompimento ou risco de deixar cidades embaixo d’agua a jusante que estão em constante risco.

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Trecho desta notícia retirada do site: http://site.sabesp.com.br/site/imprensa/noticias-detalhe.aspx?secaoId=65&id=6889, ás 16:23 hs, 16/03/2016.

(¹)Trecho do site: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/03/1748846-evitamos-uma-nova-tragedia-de-mariana-diz-presidente-da-sabesp.shtml, 16/03/2016 às 16:33 hs.

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