LIGAÇÕES RESIDENCIAS PARA POPULAÇÃO CARENTE

Publicado por Emilio Martins em

comunitario_capa04[1]A Sabesp vai instalar redes de água para 120 mil imóveis construídos em área informal na Grande São Paulo, sendo 70 mil desses na capital. A operação visa garantir água de qualidade para quase 400 mil pessoas, que hoje fazem “gatos” para se abastecer. Pretende também diminuir as perdas com vazamentos, já que as mangueiras puxadas para levar água a esses imóveis costumam sofrer com furos constantes, que podem inclusive permitir a entrada de sujeira.
O trabalho já começou na comunidade Pegasus, na cidade de Embu das Artes, onde os 1.141 imóveis foram ligados à rede de água entre novembro de 2015 e janeiro passado. Nesse período, a Sabesp conseguiu evitar que 17 milhões de litros de água potável se transformassem em perdas.

Para ter uma ideia do alcance do pacote promovido pela companhia, a estimativa é que deixem de ser perdidos até 2,5 bilhões de litros de água a cada mês com as novas ligações. Desse volume, 1,25 bilhão de litros por mês deixarão de vazar pelas mangueiras improvisadas, volume suficiente para abastecer 114 mil imóveis – equivalente a uma cidade do porte de São Vicente, Itaquaquecetuba ou Piracicaba. Além disso, outros 1,3 bilhão de litros mensais passarão a ser recuperados também pela companhia em perdas aparentes, já que hoje a água consumida nas moradias informais não é faturada.
Todos os clientes residenciais que forem conectados na operação serão incluídos na tarifa social – que hoje é de R$ 7 para residências que consumam até 10 metros cúbicos mensais, ou 33% da tarifa normal. O consumo médio desses imóveis é de 10,9 metros cúbicos mensais.
A operação baseia-se em um modelo inovador de licitação, o contrato de performance. A empresa vencedora da licitação implanta a infraestrutura de abastecimento por conta própria e é remunerada pelo volume de água que deixa de ser perdido. Ou seja, a contratada instala as redes, ligações, caixas de medição e hidrômetros em todo o bairro, mas só recebe da Sabesp quando os moradores se conectam – passando então a evitar a perda de água tratada. Quanto maior o número de domicílios ligados, mais alto é o volume de água recuperado e, portanto, o pagamento pelo serviço prestado.
“Os benefícios para os moradores estão na melhoria da saúde com a garantia de fornecimento de água de qualidade e na cidadania, já que ele passa a ter um comprovante de endereço, pode agora matricular os filhos na escola, por exemplo. Para a sociedade como um todo, o ganho ocorre com a diminuição dos vazamentos numa área onde antes não era possível fazer a ligação”, explica o presidente da Sabesp, Jerson Kelman.

Comentário:

Com está nova operação da Sabesp começamos a integrar a sociedade mais carente em programas sociais, mas mesmo tendo regularizado o fornecimento de água de qualidade tem que ser implantado em conjunto a rede de esgoto para essas comunidades e implantação de educação social para, o uso racional da água. Tem que ser executadas campanhas educativas incluindo educação sobre a reciclagem do lixo que tanto assola o esgoto da cidade.

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